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Nos últimos anos, uma tendência perigosa tem ganhado espaço principalmente entre jovens da geração Z: o nosunscreen, movimento que incentiva pessoas a deixarem de usar protetor solar. Impulsionado por influenciadores, vídeos virais e discursos pseudocientíficos que circulam nas redes sociais, o fenômeno preocupa especialistas do mundo todo — e com razão.
De onde veio essa tendência?
O nosunscreen surgiu nas redes como parte de uma onda de “saúde alternativa”, que questiona práticas médicas oficialmente estabelecidas. Muitos adeptos afirmam que o sol seria “naturalmente inofensivo” ou que o protetor solar faria mal, mas essas alegações não têm qualquer base científica.
Pelo contrário: décadas de pesquisas comprovam que a exposição solar sem proteção está diretamente ligada ao envelhecimento precoce, queimaduras graves e, principalmente, ao desenvolvimento do câncer de pele, o tipo mais comum no Brasil e no mundo.
Por que a falta de protetor solar é tão preocupante?
A radiação ultravioleta (UVA e UVB) penetra profundamente na pele, causando danos cumulativos que não são visíveis de imediato. Mesmo cinco minutos diários de exposição sem proteção já são suficientes para iniciar esse processo.
Entre os riscos principais estão:
• Câncer de pele
O sol é responsável pela grande maioria dos casos de melanoma, carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. São doenças silenciosas que se desenvolvem ao longo dos anos.
• Fotoenvelhecimento
Rugas, manchas escuras e flacidez aparecem muito mais rápido em quem não usa protetor.
• Queimaduras solares
Além de dolorosas, elas são um sinal de dano celular grave — e cada queimadura aumenta o risco de câncer no futuro.
• Supressão do sistema imunológico
A radiação UV reduz a capacidade de defesa da pele, tornando-a mais vulnerável a infecções e doenças.
Por que o protetor solar é seguro?
O que alimenta o nosunscreen é a desinformação. Há quem diga que protetores causam toxicidade, impedem a absorção de vitamina D ou contêm ingredientes “perigosos”.
Os fatos, porém, são claros:
Protetores aprovados por órgãos reguladores passam por testes rigorosos.
Os ingredientes utilizados são seguros em concentrações permitidas.
A produção natural de vitamina D não é prejudicada quando a proteção é usada corretamente — alguns minutos de sol em áreas pequenas do corpo já são suficientes.
A ciência é unânime: protetor solar salva vidas.
O papel das redes sociais na propagação do risco
A Geração Z cresce em um ambiente onde opiniões viram verdades absolutas em segundos. Narrativas simplistas, estéticas “clean” e vídeos curtos tornam ideias perigosas extremamente sedutoras.
Influenciadores que praticam o nosunscreen acabam moldando comportamentos sem qualquer responsabilidade sobre as consequências.
Como combater essa moda?
A melhor forma de enfrentar esse movimento é com informação clara, acessível e baseada em evidências. Dermatologistas e especialistas têm usado a internet para explicar, de maneira simples, por que o protetor solar é indispensável.
Educar pais, professores e profissionais de saúde também é essencial — afinal, grande parte desses jovens ainda está em fase de formação de hábitos.
Conclusão
A moda do nosunscreen é um exemplo grave de como tendências digitais podem colocar vidas em risco. A exposição solar desprotegida nunca foi e nunca será segura.
O sol é essencial, sim — mas proteção também é.
Aderir ao protetor solar diariamente não é vaidade: é cuidado com a própria saúde, prevenção a longo prazo e responsabilidade consigo mesmo